sábado, 15 de março de 2008
"A Fanta foi criada pelo químico alemão Schetelig durante a Segunda Guerra Mundial, para a Coca-Cola da Alemanha, em Essen. Devido às restrições do tempo de guerra, a fábrica alemão não obtinha dos Estados Unidos o xarope de base para a produção da Coca-Cola tradicional. O director da fábrica, Max Keith, necessitava de um produto para manter a fábrica em produção e propôs um sabor a frutos quando analisou que matérias-primas estavam disponíveis."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanta
Se duvidar que é verdade:
"A marca Fanta foi criada na Alemanha, nos anos 40, e hoje é vendida em 187 países. A Fanta Laranja chegou ao Brasil em 1964, seguida de Fanta Uva, em 1971. A partir da década de 90, foram lançadas as versões light. Inovações como Fanta Laranja Mix se tornaram freqüentes e hoje são aguardadas pelo consumidor. No mundo, a marca Fanta é a líder entre os refrigerantes dos sabores Laranja e Uva." http://www.cocacolabrasil.com.br/conteudos.asp?item=3&secao=36&conteudo=122
Beba Fanta! Principalmente se você fizer parte do "público-alvo":
"Sempre ávido por novidades, o público de Fanta é composto por adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 12 e 19 anos."
http://www.cocacolabrasil.com.br/conteudos.asp?item=3&secao=36&conteudo=122
Como um produto criado no nazismo alemão, para a Coca-Cola continuar ganhando dinheiro durante a guerra, continua sendo consumido hoje e é destinado para crianças a partir dos 12 anos???????
quarta-feira, 12 de março de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2202200827.htm
Deputado propõe que lei estadual paulista contra homofobia seja revogada
CÍNTIA ACAYABA
DA AGÊNCIA FOLHA
JULIANA COISSI
DA FOLHA RIBEIRÃO
A primeira multa desde a criação da lei foi aplicada no início deste ano a um morador de Pontal (351 km da capital paulista) que, em novembro de 2006, chamou um homossexual de "veado".
A justificativa do projeto que pretende revogar a lei afirma que a Constituição não distingue homens ou mulheres de heterossexuais ou homossexuais, estabelecendo que "todos são iguais perante a lei". O projeto foi distribuído às comissões de Constituição e Justiça e de Direitos Humanos. O relator do projeto, deputado André Soares (DEM), deu parecer favorável à proposta.
Pontal
Moradores de Pontal, que tem apenas 55 mil habitantes, dizem que a cidade não é homofóbica. A acusação contra a cidade foi feita pelo empresário Justo Favaretto Neto, 48, que processou o técnico de laboratório químico Juliano Araújo da Silva por tê-lo chamado de "veado". Silva foi multado em R$ 14.880 pela Secretaria da Justiça do Estado.
Outros moradores se assustaram com o valor da multa. "Quinze mil por causa disso, só porque xingou? É muito exagero", acredita o safrista Donizete Emanoel Régio, 20.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u374485.shtml
21/02/2008 - 09h07
Jovem é multado por ofender gay e chamá-lo de "veado"
CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha
Um jovem de 27 anos, de Pontal (351 km de São Paulo), foi multado em R$ 14.880 pela Secretaria da Justiça do Estado após chamar de "veado" um homem de 48 anos, homossexual declarado, em um posto de gasolina da cidade.
É a primeira vez que essa multa é aplicada desde a criação da lei estadual nº 10.948, de 2001, e da formação da comissão para julgar os casos de homofobia, em 2002.
A lei, de autoria do deputado Renato Simões (PT), estabelece penas às manifestações atentatórias ou discriminatórias contra homossexuais.
Até hoje houve apenas outras 81 denúncias à comissão-nenhuma delas acarretou multa, principalmente por alegada falta de provas.
De acordo com a decisão da comissão, de 15 de janeiro, Juliano da Silva, 27, técnico de laboratório, será obrigado a pagar mil UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo) porque atacou verbalmente e fisicamente o industrial e dono de uma metalúrgica, Justo Favaretto Neto, 48.
No dia 18 de novembro de 2006, Favaretto Neto foi abastecer seu carro no Auto Posto Pontal. Na loja de conveniência do posto, Silva bebia com cinco amigos. De acordo com o processo, o técnico dirigiu-se ao industrial com "gestos e sons afetados" e, depois, atirou uma lata de cerveja contra Favaretto Neto, deu um tapa em seu rosto e o chamou de "veado".
O industrial acionou a Polícia Militar, que presenciou Silva xingando-o de "veado".
Silva admite que chamou Favaretto Neto de "veado" e que atirou uma lata de cerveja contra ele, mas diz que ela não o atingiu. O técnico nega que tenha dado um tapa no rosto de Favaretto Neto.
A comissão considerou, por unanimidade, que houve "constrangimento de ordem moral, em razão da sua orientação sexual, na modalidade de vexame, humilhação, aborrecimento e desconforto".
A Procuradoria Geral do Estado é quem faz a cobrança da multa. O dinheiro vai para os cofres do Estado --caso a multa não seja paga, Silva ficará inscrito na "Dívida Ativa". Ele não pode mais recorrer da decisão na secretaria porque perdeu o prazo, mas ainda pode tentar revertê-la na Justiça.
Favaretto Neto também entrou com duas ações, uma por agressão e outra por danos morais, no Fórum de Pontal.
Na Justiça comum, ele conseguiu a vitória por agressão física, e Silva foi condenado a pagar um salário mínimo, destinado à Santa Casa de Pontal.
Segundo o presidente da comissão, Felipe Manubens, a multa foi aplicada porque foi um caso claro, "muito acintoso, inclusive com agressão física".
De acordo com Ricardo Yamasaki, vice-presidente da comissão, os denunciantes são, em sua maioria, pessoas físicas (76 casos). Há ainda ONGs e pessoas jurídicas (seis casos). Já os denunciados, em sua maioria, são pessoas jurídicas.
"Nem todos os 82 casos foram julgados, mas a maioria foi decidida pela improcedência", diz Yamasaki.
Além de multa, há outras sanções como advertência e suspensão da licença estadual de funcionamento por 30 dias (em casos de pessoas jurídicas).
domingo, 17 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1702200816.htm
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ARGENTINA
Madri extraditará argentino por crimes da ditadura
DA REUTERS
A Espanha concordou anteontem com a extradição de Eduardo Almirón, ex-membro da Aliança Anticomunista -grupo paramilitar responsável por torturas e mortes de opositores nos anos anteriores à última ditadura militar Argentina (1976-83). Almirón, que hoje tem mais de 70 anos e desde 2006 está detido em um centro de saúde espanhol, será julgado na Argentina por genocídio e crime contra a humanidade.quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
14/02/2008
Debi e Lóide: os americanos estão hostis ao conhecimento?
Patrícia Cohen
Um vídeo popular no YouTube mostra Kellie Pickler, a loura adorável de "American Idol" no jogo da Fox "Você é mais inteligente que um aluno do quinto ano?", durante a semana da celebridade. A pergunta de US$ 25.0000 (cerca de R$ 50.000), selecionada do currículo de geografia do terceiro ano do ensino fundamental, era: "Budapeste é a capital de qual país europeu?"
Susan Jacoby no prédio de Belas Artes da Biblioteca Pública de Nova York |
Tal, digamos, falta de consciência global é o tipo de coisa que deixa Susan Jacoby, autora de "The Age of American Unreason" subindo pelas paredes. Jacoby faz parte de uma série de autores com livros recentes reclamando do estado da cultura americana.
Entrando para o círculo de rabugentos nesta temporada está Eric G. Wilson, cujo "Against Happiness" adverte que a "obsessão americana com a felicidade" pode "muito bem levar a uma súbita extinção do impulso criativo, que pode resultar em um extermínio tão terrível quanto os previstos pelo aquecimento global, crise ambiental e proliferação nuclear."
Depois tem "Against the Machine: Being Human in the Age of the Electronic Mob" (contra a máquina: ser humano na era da plebe eletrônica), de Lee Siegel, que protesta veementemente contra a Internet por estimular o solipsismo, o discurso sem base e a comercialização total. Siegel, é preciso lembrar, foi suspenso pelo "The New Republic" por usar um personagem falso on-line para criticar críticos de seu blog ("você não seria nem capaz de amarrar os sapatos de Siegel) e se elogiar ("bravo, brilhante").
Jacoby, cujo livro foi lançado na terça-feira (12/2), não se concentra em uma tecnologia ou emoção particular, mas no que percebe como uma hostilidade generalizada ao conhecimento. Ela tem consciência que alguns poderão chamá-la de chata. "Imagino que serei criticada" como uma pessoa mais velha que menospreza os jovens pela queda nos padrões e valores ou como secularista cuja defesa do racionalismo científico é uma forma de desprezar a religião, disse Jacoby, 62.
Jacoby, entretanto, rapidamente salienta que sua denúncia não se limita à idade ou ideologia. Sim, ela sabe que cabeças de ovo, nerds, minhocas de livro, CDFs, quatro-olhos e sabichões sempre foram ridicularizados e menosprezados pela história americana. Além disso, autores liberais e conservadores, desde Richard Hofstadter até Allan Bloom, analisaram o fenômeno regularmente e ofereceram conselhos.
T.J. Jackson Lears, historiador cultural que edita a revista trimestral "Raritan", disse: "A tendência a esse tipo de lamento é perene na história americana" e acrescentou que, "quando os problemas políticos parecem intratáveis ou de alguma forma congelados, há uma volta para questões culturais".
Agora, porém, algo diferente está acontecendo, segundo Jacoby: o anti-intelectualismo (a atitude de que "aprendizado demais pode ser perigoso") e o anti-racionalismo ("a idéia de que não existem coisas como provas ou fatos, apenas opiniões") se fundiram de forma particularmente insidiosa.
Não apenas os cidadãos ignoram conhecimentos essenciais científicos, civis e culturais, disse ela, mas também não acham isso importante.
Ela apontou para uma pesquisa da National Geographic de 2006 que revelou que quase metade das pessoas de 18 a 24 anos não pensam que é necessário ou importante saber em quais países as notícias estão localizadas. Então, depois de mais de três anos de guerra no Iraque, apenas 23% de pessoas no terceiro grau sabiam localizar no mapa o Iraque, Irã, Arábia Saudita e Israel.
Jacoby, vestida de gola rulê vermelha combinando com o batom, estava sentada, apropriadamente, em um templo do conhecimento, o majestoso prédio de Belas Artes da Biblioteca Pública de Nova York. Autora de sete outros livros, ela trabalhava na biblioteca quando teve a idéia de seu primeiro livro em 2001, sobre 11 de setembro.
Caminhando para seu apartamento no Upper East Side, assombrada e confusa, ela parou em um bar. Ela bebeu um bloody mary, ouvindo silenciosamente dois homens bem vestidos, de terno. Por um segundo, achou que eles iam comparar aquele dia horrível com o bombardeio japonês de 1941 que levou os EUA à Segunda Guerra Mundial:
"Isso é igual a Peal Harbor", disse um dos homens.
O outro perguntou: "O que é Pearl Harbor?"
"Foi quando os vietnamitas jogaram bombas em um porto e começou a guerra do Vietnã", respondeu o primeiro homem.
Naquele momento, Jacoby decidiu escrever o livro, disse ela.
Jacoby não espera revolucionar o sistema educacional do país ou levar milhões de americanos a desligarem "American Idol" para pegar Schopenhauer. Mas ela gostaria de começar um diálogo sobre por que os EUA parecem particularmente vulneráveis a esse vírus de anti-intelectualismo. Afinal, "o império da informação não pára na fronteira americana" e, ainda assim, estudantes em outros países consistentemente apresentam melhor desempenho que os americanos em ciências, matemática e leitura de textos comparativos, disse ela.
Em parte, Jacoby atribui a culpa ao sistema educacional decadente. "Apesar das pessoas irem para a escola por cada vez mais anos, não há evidências de que saibam mais", disse ela.
Jacoby também culpa a antipatia do fundamentalismo religioso contra a ciência e lamenta as pesquisas que mostram que quase dois terços dos americanos querem que o criacionismo seja ensinado junto com a evolução.
Jacoby não deixa os liberais fora de sua análise, mencionando os ataques da Nova Esquerda a universidades nos anos 60; a decisão de consignar estudos de negros e mulheres a um "gueto acadêmico" em vez de integrá-los no currículo central; e cursos universitários de cultura popular que envolvem de tudo, desde séries cômicas até gordura e banalizam o aprendizado.
Evitando os rótulos de liberal ou conservadora neste argumento particular, ela prefere se dizer "conservadora cultural".
Apesar de todos seus interesses acadêmicos, porém, Jacoby reconhece como é duro desligar-se da cultura do entretenimento de 24 horas por dia, sete dias por semana. "Fiquei impressionada em ver como era difícil para mim", disse ela.
A surpresa de sua própria dependência na mídia eletrônica e visual fez que ela compreendesse como é onipresente a cultura da distração e quão suscetível todo mundo é -até os rabugentos.
Tradução: Deborah Weinberg
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1302200802.htm
Lucro do Itaú dobra e é o maior do setor
Ganho em 2007 chega a R$ 8,47 bi, contra R$ 8,01 bi do Bradesco, inflado por vendas de participações e crédito em alta
Setubal afirma que receita com tarifas deve crescer em ritmo menor neste ano por causa de ação do governo para reduzir cobrançaFABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O Itaú dobrou seu lucro de 2006 para 2007. Com isso, cravou novo recorde para o setor bancário nacional, ao computar lucro líquido de R$ 8,474 bilhões no ano passado -aumento de 96,7%. O Bradesco, principal rival do Itaú, teve lucro de R$ 8,010 bilhões em 2007.
Como no caso do Bradesco, o resultado de 2007 foi inflado por efeitos extraordinários, dentre os quais a venda de participações na Bovespa, na BM&F e na Redecard. Em 2006, a realidade foi inversa: o desconto de ágios referentes a compras de instituições financeiras engoliu parte do lucro final dos bancos.
Se todos esses efeitos forem desconsiderados, nos dois anos, o lucro do Itaú subiu 15,9% em 2007, ficando em R$ 7,179 bilhões. Só no quarto trimestre do ano passado, o lucro da instituição financeira totalizou R$ 2,029 bilhões.
Com a economia aquecida e os juros em níveis elevados internacionalmente -o Brasil é o segundo no ranking dos países com maiores taxas reais do mundo-, a disseminação do crédito tem desempenhado papel relevante no resultado dos bancos: mais dinheiro tem sido emprestado, a taxas ainda altas.
No caso do Itaú, dentro da carteira de crédito, que aumentou 36,2% no ano passado, para R$ 127,59 bilhões, o destaque foi a expansão do segmento de financiamento de veículos, que teve aumento anual de 64,4% e totalizou R$ 29,61 bilhões.
Roberto Setubal, presidente do Itaú, avalia que a expansão do crédito vai se manter com fôlego privilegiado em 2008. "Devemos ver um crescimento entre 25% e 30% no crédito neste ano, excluindo o destinado às grandes empresas", afirmou Setubal.
Nos últimos anos, as grandes empresas têm buscado outras formas de conseguirem recursos, como emissão de debêntures e ações. O crédito dirigido ao segmento subiu 18% em 2007 no Itaú.
Setubal prevê que a economia brasileira crescerá em torno de 4,5% em 2008. Para o executivo, a maior probabilidade é a de a taxa básica Selic ser mantida em 11,25% no decorrer do ano. Dessa forma, a tendência é a de o cenário para os ganhos com crédito se manter.
O que deve perder um pouco de ritmo em 2008 são os ganhos com receitas de prestação de serviços -que incluem tarifas bancárias, taxas de cartões de crédito e administração de fundos, entre outros-, impactada pelas novas regras estipuladas para a cobrança de tarifas. Setubal avalia que isso deve ocorrer e é possível que "as receitas obtidas com tarifas bancárias" decresçam no ano.
No ano passado, as receitas de serviços totalizaram R$ 10,17 bilhões, aumento de 11,8% sobre 2007.
"A tendência é o ganho com prestação de serviços manter-se em crescimento, mas não no mesmo ritmo que temos visto", afirma Ariadne Arnosti, analista financeira do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração).
Um destaque do resultado do Itaú foi a melhora do perfil de sua carteira de crédito. Isso se refletiu na diminuição das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa, que caíram de R$ 1,631 bilhão no terceiro trimestre para R$ 1,565 bilhão nos últimos três meses do ano. Na comparação de 2006 com 2007, o aumento nesse quesito foi pequeno (1,8%), indo de R$ 6,448 bilhões para R$ 6,563 bilhões.
O banco comemorou a queda na inadimplência no ano passado. De 5,3% do total em 2006 (para operações vencidas há mais de 60 dias), a taxa caiu para 4,4% no ano passado.
"Havíamos tido um aumento grande da inadimplência em 2006, o que nos levou a ser mais conservadores [na concessão de crédito]. E isso se refletiu já em 2007", disse Setubal. As ações preferenciais do Itaú subiram 6,13% na Bovespa no pregão de ontem.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u371445.shtml
11/02/2008 - 18h36
Criminosos invadem Associação GLBT de SP e espancam presidente
da Folha Online
O presidente da Associação do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de São Paulo foi espancado na tarde desta segunda-feira na sede da entidade, na praça da República, região central de São Paulo.
De acordo com Dimitri Sales, assessor jurídico da CADS (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual) da prefeitura, Alexandre Peixe dos Santos estava na associação quando o local foi invadido. Ele foi agredido, amordaçado e encapuzado pelos criminosos.
"Ele ficou desacordado e quando recuperou a consciência chamou ajuda", afirmou Sales.
Santos foi encaminhado para o pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo. O caso foi encaminhado para registro na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). Segundo Sales, a delegacia deve apontar se o crime foi de homofobia ou um assalto.
Os policiais foram até a Santa Casa para colher o depoimento de Santos. Ainda não há informações se algo foi roubado da associação.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1102200816.htm
DITADURA
Argentina prende militares que mataram guerrilheiros em 1972
ADRIANA KÜCHLER
DE BUENOS AIRES
A Justiça argentina também ordenou a captura de outros três ex-membros da Marinha: dois não foram encontrados, e o terceiro está nos Estados Unidos, mas deve voltar ao país amanhã.
Foram presos Rubén Norberto Paccagnini, 81, que era chefe da base naval Almirante Zar, onde ocorreu o crime, em Trelew (1.450 km ao sul de Buenos Aires), e Emilio Jorge Del Real, 73, então capitão-de-fragata, que teria estado no local do massacre.
Testemunhas, no entanto, apontam que os principais responsáveis pelos assassinatos seriam o capitão Luis Emilio Sosa e o tenente Roberto Guillermo Bravo, não localizados.
O massacre de Trelew aconteceu no fim da ditadura militar instalada em 1966, após uma fuga fracassada da cadeia de Rawson de guerrilheiros dos grupos Montoneros, ERP e FAR. Após perderem um avião que os levaria ao Chile, mas que partiu com apenas seis de seus líderes, os 19 guerrilheiros se entregaram e foram fuzilados. Pela versão oficial, eles teriam sido mortos após nova tentativa de fuga.
O juiz Hugo Sastre, responsável pela decisão, enquadrou o caso como delito de lesa-humanidade, como os demais praticados durante a última ditadura. Dessa forma, os crimes não prescreveram. Os ex-integrantes da Marinha serão levados à mesma prisão de onde os guerrilheiros tentaram fugir.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0902200817.htm
Estudo destrói mito de que Geração Google é melhor no mundo virtual
Para pesquisador britânico, a sociedade como um todo está ficando mais burra
ANDREA MURTA
DA REDAÇÃO
É o que afirma o estudo "Comportamento Informativo do Pesquisador do Futuro", liderado por Ian Rowlands, da University College de Londres. De acordo com ele, o uso da internet é superficial, promíscuo e rápido, e respostas com pouca credibilidade encontradas por ferramentas de busca como Google ou Yahoo prevalecem.
"Acadêmicos mais jovens não estão usando conteúdo de bibliotecas de uma maneira séria. Usam o Google, porque é mais conveniente. Isso vai limitar seus horizonte de pesquisa", afirmou Rowlands à Folha, por telefone, de Londres.
A pesquisa define como Geração Google os nascidos depois de 1993. Ela foi feita pela revisão de estudos já publicados sobre mecanismos de busca e análise de informação, associando-os com dados sobre como o público usa hoje sites como o da Biblioteca Britânica.
Rowlands afirma que ficou rapidamente claro que não é possível generalizar as crenças sobre habilidades da Geração Google. Até a idéia de que jovens gastam mais tempo on-line do que os mais velhos foi relativizada.
Mas foram detectadas tendências preocupantes. "A sociedade está emburrecendo", diz o estudo. "Passam os olhos por títulos, índices e resumos vorazmente, sem leitura real".
E o comportamento ultrapassa a barreira da idade. "Até professores, que supostamente teriam meios mais sofisticados para buscar e analisar informações, mostram as mesmas tendências", afirma o pesquisador.
O estudo vê uma possível ameaça às bibliotecas. "Meu instituto gasta uns US$ 4 milhões por ano em publicações acadêmicas, mas os alunos preferem ferramentas simplistas. É frustrante", diz Rowlands.
Na era da enciclopédia
No Brasil, acadêmicos ouvidos pela Folha divergem sobre as conclusões da pesquisa. Para Renato Rocha Souza, do Departamento de Organização e Tratamento da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais, é mesmo problemática a primazia do Google em atividades acadêmicas. "A arquitetura dessa ferramenta privilegia páginas mais citadas na internet, e essa relevância nem sempre é real", diz.
Para ele, "alunos não sabem distinguir um site de artigos acadêmicos do "blogue do joãozinho'". "E não têm pudor em citá-lo. Falta juízo de valor."
Contudo, ele não acha que a tendência tenha surgido com a internet. "Não era tão diferente quando pesquisávamos nas enciclopédias. O que mudou foi a oferta de informação", afirma.
Já Aldo Barreto, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, discorda de Rowlands. "Nunca foi feita tanta pesquisa e de tão boa qualidade quanto atualmente, graças à internet , afirmou à Folha, do Rio de Janeiro.
Para Lawrence Shum, especialista em mídias digitais da PUC de São Paulo, "a internet tem problemas, mas está no caminho da auto-regulação".
E muitos vêem vantagens na busca pelo Google. Segundo Carlos Frederico D'Andrea, coordenador do Laboratório de Comunicação Digital do Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte, "a biblioteca dá a ilusão de que o conhecimento está todo ali e é inquestionável". "Na internet, o resultado é sabidamente instável e não vai ser usado cegamente. Mas é preciso treino adequado."
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0602200810.htm
SP usa menos da metade de verba para reforma agrária Estado presta contas da utilização de R$ 26,2 milhões dos R$ 57,4 mi recebidos da União
Órgão do governo tucano diz ter usado verba maior para comprar fazendas e que prestação de contas ao Incra está desatualizada
| Cristiano Machado - 4.fev.2008/Folha Imagem | Sem-terra ligados ao MST montam acampamento em fazenda de Martinópolis, no Pontal |
CRISTIANO MACHADO
COLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM TEODORO SAMPAIO (SP)
O Estado de São Paulo usou, nos últimos cinco anos, menos da metade da verba repassada pelo governo federal para compra de áreas consideradas devolutas (públicas, com suspeita de apropriação ilegal no século passado) no Pontal do Paranapanema (oeste do Estado).
A compra das áreas é uma das principais formas de criar novos assentamentos e reduzir o conflito agrário na região, palco de 223 (48,2%) das 462 invasões de terra ocorridas no Estado de janeiro de 2003 a outubro de 2007, segundo levantamento do Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo).
Cruzamento de dados do órgão estadual e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) aponta que, nos quatro anos do segundo mandato de Geraldo Alckmin (2003-2006) e no primeiro ano do também tucano José Serra (2007), o governo paulista prestou contas da utilização de somente R$ 26,2 milhões dos R$ 57,4 milhões repassados pela União em duas parcelas (2003 e 2006).
O número corresponde a 45,6% da verba. Isso significa que o Itesp deixou de usar R$ 31,2 milhões repassados.
Por meio da assessoria de imprensa, o Itesp afirmou ter empenhado na aquisição de fazendas um valor superior: R$ 34,4 milhões, ou 59,9% do total da verba anunciada pelo Incra.
Segundo o instituto, os R$ 8,2 milhões que não aparecem na prestação de contas ao Incra foram gastos na compra de duas fazendas, mas, de acordo com a assessoria, essa informação ainda não foi repassada ao órgão do governo federal.
Assentamentos
Os dados declarados mostram que, com a verba, o Estado fechou acordos para compra de nove fazendas no Pontal, um total de 7.966,85 hectares, o suficiente para assentar 479 famílias -hoje há na região 3.774 famílias cadastradas à espera de um lote de terra.
Das nove fazendas adquiridas com dinheiro do convênio, apenas duas se transformaram em assentamento. Outras cinco permaneciam invadidas por movimentos sociais até o início da semana passada.
Em quatro delas, visitadas pela Folha, os sem-terra usavam, sem autorização, a estrutura (pasto, água e luz) e até decidiram lotear um dos imóveis e tombar a terra para plantio de milho, mandioca e feijão.
Planilhas de áreas compradas com dinheiro do convênio obtidas pela reportagem mostram que, nos dois primeiros anos de validade do convênio, o Estado gastou R$ 16,3 milhões dos R$ 29,4 milhões do acordo para a compra de cinco áreas.
Já em 2005, o Itesp não fez nenhuma aquisição de terras. Com isso, segundo o Incra, "houve redução nos repasses seguintes". Entre 2006 e 2007, com a assinatura do aditivo de R$ 28 milhões, foram adquiridas quatro áreas. O Itesp prestou contas de só duas delas.
O Incra disse que a "intenção era que outros aditivos fossem sendo acordados a cada ano". Apesar de não ter sido utilizado todo o montante, Incra e Itesp firmaram em dezembro passado novo termo aditivo prevendo R$ 25 milhões para 2008.
O diretor-executivo do Itesp, Gustavo Ungaro, afirmou que não vai comentar os números por não ter "os dados em mãos". Mas confirmou que há dificuldades para arrecadação de terras. "O Estado encontra limitações, dificuldades por depender de acordos para pôr fim a disputas judiciais com os fazendeiros", declarou.
Para sem-terra e ruralistas, isso é "desculpa". "É a demonstração clara de que o governo tucano em São Paulo tem o compromisso com a oligarquia, o latifúndio, o agronegócio", diz José Rainha Jr., que, mesmo afastado da direção do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), domina a maior parte dos acampamentos de sem-terra do Pontal.
Já o presidente nacional da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antônio Nabhan Garcia, criticou o argumento do diretor do Itesp. "Vende a terra quem quer. Vivemos numa democracia e ninguém é obrigado a vender a sua propriedade goela abaixo pelo preço que o Incra, o Estado quer."
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/destaquesgls/ult10009u370115.shtml
06/02/2008
Band veta beijo lésbico no Carnaval de Salvador
SÉRGIO RIPARDO
Editor de Ilustrada da Folha Online
Um repórter da Band foi acusado de censurar um beijo lésbico durante a cobertura do Carnaval em Salvador (BA). A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais flagrou a cena e pediu "providências" à emissora, que ainda não se manifestou sobre o caso.
A carta de Toni Reis, presidente da ABGLT, foi enviada a três diretores do canal (Elisabetta Zenatti, direção geral de programação e artístico, Fernando Mitre, direção nacional de jornalismo e Marcelo Mainardi, direção executiva comercial).
A associação relata que, na última segunda-feira, por volta das 17h45, o repórter Érico Aires impediu duas mulheres de se beijarem, diante das câmeras, em transmissão ao vivo.
Era uma ação de merchandising da marca de creme dental Close-Up. Casais deveriam se beijar para ganhar kits promocionais. Dois casais heterossexuais já estavam se beijando quando as duas mulheres começaram a se aproximar.
"O repórter, então, apresentou descontrole e gritou: 'Duas mulheres, não. Mulher com mulher, não. Beijar mulher e mulher, não'. Com o desconforto da situação, surgiu uma voz em off, encerrando o quadro, mas ainda foi possível ouvir o rapaz dizer 'vou arrumar dois homens para vocês'", relata Reis, em sua carta enviada à Band.
Na opinião do militante, é "inadmissível que uma emissora do porte da Bandeirantes apresente tal atitude discriminatória", principalmente no ano em que o Brasil realiza sua 1ª Conferência Nacional GLBT, convocada pelo presidente da República.
A Folha Online procurou a assessoria da Band e pediu um comentário sobre a carta da ABGLT, mas ainda não recebeu uma resposta.
| Daia Oliver/Folha Online | ||
| Com piercing na língua, meninas se beijam em festa. "Guia GLS São Paulo" traz atrações para público lésbico |
Big Brother
Enquanto a Band veta beijo entre duas mulheres, no "Big Brother Brasil", o preconceito contra as lésbicas é discutido pelos participantes. Já se especulou que haveria uma lésbica no programa, mas até o momento ela não saiu do armário.
"As pessoas aceitam com mais facilidade a homossexualidade dos homens do que a das mulheres. É mais difícil pensar em mulher homossexual, sem relacionar com a imagem da caminhoneira" disse a professora de inglês Thatiana em conversa com o médico Marcelo, gay assumido.
Bianca, que no começo do "BBB 8" foi alvo de boatos de que seria lésbica, também comentou o assunto. "É mais fácil conhecermos homens gays do que mulheres que assumam a homossexualidade."
Especial
| Sérgio Ripardo é editor de Ilustrada da Folha Online desde maio de 2005. Está na Folha desde janeiro de 2000. Foi repórter do extinto caderno Agrofolha e do FolhaNews, onde cobriu mercado financeiro. Escreve Destaques GLS às quartas. E-mail: sergio.ripardo@folha.com.br. |
Quarta, 6 de fevereiro de 2008, 10h59 | |
Fonte: Associated Press |
Empresas
Alemanha pede que Nokia devolva US$ 60 mi por fechar fábrica
O governo alemão anunciou nesta quarta-feira que pediu para a fabricante de celulares Nokia para devolver 41 milhões de euros (cerca de US$ 60 milhões) em subsídios públicos que recebeu para financiar uma fábrica que a empresa agora pretende fechar.
» Veja fotos do protesto
» Movimento antiglobalização lança boicote à Nokia
» Nokia pode fechar fábrica na Alemanha
» Nokia pretende fechar unidade e vender negócios
A Nokia afirmou em janeiro que iria encerrar a produção na fábrica de Bochum, o que deve resultar na demissão de 2,3 mil trabalhadores. O banco estatal NRW.Bank enviou à empresa de celulares o valor de US$ 60 milhões entre 1998 e 1999.
O governo alemão deu uma semana para que a companhia anuncie o que pretende fazer. Em comunicado, a Nokia afirmou estar "perplexa" com os esforços da Alemanha em recuperar o subsídio.
A companhia afirmou que planeja vender seu negócio de assessórios automotivos e que está em negociação com a Sasken Technologies para vender a unidade de pesquisa de adaptação e desenvolvimento de software da unidade Bochum.
A venture da Nokia de equipamentos de rede com a Siemens, a Nokia Siemens Networks, também afirmou que pretende cortar 9 mil empregos, 15% de sua força total de trabalho, até o final de 2010, sendo 2,29 mil funcionários na Alemanha.
Protesto
O teatro Schauspielhaus, em Bochum, iniciou uma campanha em que os proprietários de celulares da Nokia podem jogar seus aparelhos em um tonel e escrever cartas para expressar sua insatisfação contra os planos da empresa em fechar a fábrica.
Os celulares e cartas que forem recolhidos serão enviados ao presidente da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo.
| Proprietários de celulares da Nokia podem jogar seus aparelhos em um tonel como protesto |
Ocupação do MST em Santa Catarina é alvo de pistoleiros
Na madrugada do dia 30 de Janeiro, cerca de 50 famílias sem terra do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), ocuparam um latifúndio de cerca de 900 hectares na área rural do município de Taió, interior de Santa Catarina. Porém, durante a ocupação, as famílias foram surpreendidas por um ataque dos pistoleiros (jagunços) da região.
A reação dos jagunços resultou na formação de dois grupos de sem terras: uma parte impedida de entrar e a outra dos que conseguiram instalar-se no local. O segundo grupo foi alvo de disparos de arma de fogo e ameaças. Essa situação tensa durou três dias, apesar da Polícia Militar ter sido chamada - pelo movimento-, sua primeira reação foi de se retirar a pedido do fazendeiro e somente regressando posteriomente para montar um acampamento juntamente com os jagunços para bloquear todo tipo de apoio aos sem terra: alimentos, água, lona para o acampamento, ajuda de outros sem terras, etc.
No dia 2 de Fevereiro, com a ajuda do bispo da Comissão da Pastoral da Terra (CPT), as famílias instaladas foram transladadas ao lado de uma igreja construída no local. Agora, o movimento aguarda até o dia 10, para quando está marcada o julgamento da reintegração de posse.
Apesar da propriedade ocupada pertencer a uma poderosa família de Taió, a qual possui milhares de hectares de terras na região, ela foi legalmente desapropriada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). A ação do MST representa nesse sentido uma forma de pressão para o avanço da reforma agrária na região.
Matérias:: Relato de uma noite no acampamento | Fotos | [SC] MST ocupa terras e enfrenta jagunços
Áudio:: Relato da ocupação do MST (I) | (II)
sábado, 26 de janeiro de 2008
26/01/2008 - 08h28
Exército pede convites para liberar camarote em Salvador
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
Para liberar o funcionamento de um camarote em área da União durante o Carnaval de Salvador, o comando da 6ª Região Militar exigiu, em edital de licitação, que a empresa vencedora colocasse à disposição do Exército um espaço especial, com cobertura, para 50 pessoas (por dia), decorado, mobiliado, com serviço de copa livre com água mineral, refrigerante, cerveja, coquetéis e salgados.
O Exército também pediu --sem dar explicações à empresa vencedora-- uma outra área, com capacidade para 250 pessoas. Este "camarote" especial funcionaria dentro da área militar. O outro espaço fica do lado de fora da construção, entre o Campo Grande e a praça Castro Alves (centro), o principal circuito da folia baiana.
Depois de analisar o edital, o Ministério Público Federal recomendou ao Exército a exclusão das exigências "incompatíveis com o interesse público do termo de permissão de uso para exploração de espaço da União no Carnaval".
Segundo a Procuradoria, a montagem dos camarotes exigidos é descontada do valor final do contrato, violando os princípios administrativos da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência.
O Ministério Público Federal também recomendou que, nas próximas explorações econômicas da área, em qualquer tipo de modalidade, o Exército deixe de exigir a disponibilização de convites para comercialização abaixo do valor definido pela permissionária.
A 6ª Região Militar tem cinco dias para informar ao Ministério Público as providências adotadas para o cumprimento da recomendação e três dias para justificar qual a finalidade da montagem de mais um outro camarote, com especificações definidas, "providenciando a exclusão de tal exigência caso também não esteja de acordo com o princípio da isonomia".
Outro lado
Chefe do setor de suprimentos da 6ª Região Militar, o tenente-coronel Fernando César Hernandes disse que as 50 entradas por dia exigidas em edital eram para o "recebimento de autoridades civis e militares convidadas pelo Exército".
Hernandes afirmou, após receber a recomendação da Procuradoria, que o Exército cancelou os pedidos e que a informação foi repassada para a Show Estruturas e Eventos Ltda, vencedora da licitação. Sobre o segundo espaço, o militar disse que o Exército pediu apenas a construção de um camarote dentro de suas instalações, com capacidade para 250 pessoas. Ele afirmou que os prazos solicitados pela Procuradoria serão cumpridos.
Aeronáutica
A Justiça Federal anulou cláusula que estabelecia que a empresa que venceu a licitação para explorar um camarote durante o Carnaval de Salvador deveria ceder 150 cortesias por dia à Aeronáutica. O camarote está localizado em Ondina, em uma área da Aeronáutica. No edital, a Aeronáutica exigia, além dos convites, um tratamento vip para os convidados da Força Aérea.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Humanidade mais carnívora: risco para a saúde e o meio ambiente
Qua, 23 Jan, 11h12
PARIS (AFP) - O consumo de produtos animais, que deverá aumentar em 50% até 2020, segundo a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE), acarreta grandes riscos sanitários e coloca em perigo os ecossistemas, ressaltaram especialistas.
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O aumento do consumo de carne em escala planetária ocorre sobretudo nas economias emergentes, tendo China e Índia como principais consumidores, e se traduz pelo comércio cada vez maior de produtos animais.
"Há riscos sanitários complementares, porque os produtos circularão mais rapidamente que o tempo de incubação das doenças", constata Jean-Luc Angot, diretor-geral adjunto da OIE.
Entre os fatores de surgimento ou ressurgimento de novas patologias, há também o aquecimento global, a modificação dos ecossistemas ou a mudança de hábitos alimentares.
"A febre catarral ovina (ou doença da língua azul) surgida em regiões onde não era conhecida anteriormente, como no norte da Europa, era considerada até então tropical", lembra Angot.
A destruição dos ecossistemas expõe o homem e os animais ao surgimento de novos agentes patogênicos. No final dos anos 90, o desmatamento na Malásia fez sair das florestas os morcegos frugívoros que contaminaram os porcos, levando à erradicação de muitas varas de porcos e provocando 300 mortes humanas.
As febres hemorrágicas como o Ebola também estão ligadas aos contatos entre o macaco e o homem devido ao desmatamento na África.
Em relação aos hábitos alimentares, o vírus da Aids poderia ter contaminado o homem ao cruzar a barreira da espécie por causa do consumo de carne de macaco, segundo uma hipótese que ainda não foi cientificamente provada.
O aumento do número de aves aumenta o risco de um vírus da gripe aviária passar por mutações para ser transmitido eficazmente de homem para homem, o que não parece felizmente ser o caso da cepa H5N1.
De maneira geral, "o desenvolvimento de criações industriais no Sudeste Asiático, na China e na Índia, nas portas das cidades cria problemas de hiperconcentração, de não-gestão de dejetos, de riscos sanitários", constata André Pfimlin, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Instituto de Criações em Paris.
No final de 2006 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou em um relatório que os bovinos produzem mais gases causadores do efeito estufa que os carros. O metano que expelem e o protóxido de nitrogênio de seus dejetos são muito mais nocivos para o meio ambiente que o CO2.
Este relatório também colocou em evidência que grande parte dessas emissões provinham de criações pastoris, praticadas por populações muito pobres do Sahel ou da Ásia Central que dependem do gado para sobreviver.
A margem de manobra é pequena para que se possa reduzir as emissões de metano, mas "se todos os sistemas de criação otimizarem seus dejetos, seus adubos, ganharão em dinheiro e reduzirão o risco de poluição para a água e para o ar", segundo Pfimlin.
Nas zonas tropicais, a produção de carne reduz também os "poços de carbono" (que reúnem CO2 na vegetação). "Quando queimamos a floresta, no Brasil, na América Central, e também na Indonésia, o fazemos muito freqüentemente para criações de gado e também para plantações de soja" que servem para alimentar os porcos e as aves, explica este especialista.
Osvaldo Praddo /O Dia
Quinta, 24 de janeiro de 2008, 10h51
Atualizada às 11h33
Rio: mulher é presa suspeita de racismo em cinema
Marcelo Bastos
A produtora Ana Cristina de Paiva, 40 anos, foi presa na noite de ontem, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, por suspeita de racismo. Uma atendente do cinema do Shopping Downtown alega ter sido chamada de "negrinha" pela produtora. Ana Cristina vai responder pelo crime de injúria por preconceito racial, cuja pena pode chegar a 3 anos de prisão.
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De acordo com a vítima, que preferiu não se identificar, e com testemunhas, a confusão começou quando Ana Cristina entregou o cartão de crédito para pagar por pipocas que havia comprado.
"O pagamento não foi autorizado. Eu informei e ela disse que eu é que não estava sabendo usar o equipamento. Eu disse, então, para que ela mesma tentasse, já que pensava que eu não sabia trabalhar. Ela ficou furiosa, quis passar para o lado de dentro do balcão para me bater e disse que eu era uma negrinha e que devia estar morando na Rocinha", contou a jovem.
De acordo com testemunhas, a produtora gritava e a balconista chorava. "Foi um absurdo o que aconteceu. A mulher ainda perguntou: 'quer que eu a descreva como? Ela é negrinha da Rocinha mesmo, não é nenhuma princesinha da Barra.' Espero que ela seja punida, porque a impunidade deixa a gente ainda mais indignado", contou o professor de inglês Davi Ferreira de Pinho, uma das quatro testemunhas que foram à 16ª Delegacia de Polícia (Barra) acompanhar a vítima.
"Eu vim aqui cumprir meu papel de cidadã. Nós iríamos assistir ao filme O caçador de pipas, que fala sobre preconceito, e de repente acontece uma coisa dessas. Só de saber que essa mulher vai ficar presa, fico mais aliviada. Ela é uma criminosa. Não faz idéia do dano psicológico que pode causar a uma pessoa", disse outra testemunha, lembrando que a delegacia recebeu telefonemas para denunciar o caso.
Para a vítima, a sensação foi de constrangimento. "Não pensei que isso fosse acontecer comigo. Ela ameaçou me bater e disse que negrinha tem que morrer de trabalhar", disse.
O marido de Ana Cristina, que não teve o nome revelado, defendeu a mulher: "chamar uma negrinha de negrinha e um crioulo de crioulo é crime? Como é que eu diferencio? Acho que isso é síndrome de novela", comentou. Já a advogada de Ana Cristina não quis comentar o caso.
O Dia
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Augusto Boal é indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2008
21/01/2008Fonte: Justiça Global
Após ter o método do Teatro do Oprimido aplicado em mais de 70 países, o criador da técnica, o diretor de teatro Augusto Boal, foi indicado para ser candidato ao Prêmio Nobel da Paz em 2008.
O Teatro do Oprimido tem o propósito de democratizar os meios de produção teatral e o acesso das populações oprimidas. O objetivo é transformar a realidade através de um diálogo a partir da sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Inicialmente utilizado por camponeses e operários, hoje é amplamente aplicado por professores, estudantes, trabalhadores sociais e organizações não-governamentais em escolas, igrejas, teatros, prisões, entre outros.
Aos 77 anos, Boal é um dos mais importantes teatrólogos atuantes hoje no Brasil. Na década de 1970, criou o Teatro do Oprimido inspirado na obra do educador Paulo Freire e, desde então, vem desenvolvendo o método em vários países.
MST e Teatro do Oprimido
O teatro existe no MST como manifestação estética espontânea desde a origem do Movimento, juntamente com a música,a poesia e as artes plásticas. De forma organizada, o teatro ganha força a partir da parceria entre o MST e o Centro do Teatro do Oprimido (CTO), dirigido por Augusto Boal, iniciada em fevereiro de 2001. Com esta experiência, nasceu a Brigada Nacional de Teatro Patativa do Assaré, um grupo de militantes de vários estados do país, que tem a tarefa de formar novos multiplicadores e formar grupos nos acampamentos e assentamentos.
Hoje, existem cerca de 35 grupos de teatro do MST nas áreas de Reforma Agrária espalhadas pelo país.
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=4799
Transgênicos enchem os cofres da Monsanto
18/01/2008Efeito do aumento da taxa de lucro média na agricultura na venda produtos específicos valorizados no mercado internacional, como o etanol, os lucros da empresa estadunidense Monsanto estão aumentando aceleradamente. Agricultores do mundo inteiro, principalmente dos Estados Unidos, Argentina e Brasil, estão plantando mais sementes transgênicas. A informação é da revista alemã Der Spiegel.
Segundo a publicação, os rendimentos da Monsanto no primeiro trimestre quase triplicaram, indo de US$ 90 milhões para US$ 256 milhões. A produtora de sementes geneticamente modificadas tem sido uma grande beneficiária do estímulo ao etanol e do aumento dos preços dos alimentos.
Para José Batista de Oliveira, da coordenação nacional do MST, esses números representam o controle, por parte da transnacional, dos agricultores do planeta e da taxa de lucro do comércio internacional. "Os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial, grupos que lançam mãos de OGMs para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem”, afirma.
Cerca de 50 empresas transnacionais controlam toda a produção agrícola no mundo. Aqui no Brasil, cerca de 50 empresas controlam quase todo comércio agrícola nacional, sendo 30 transnacionais e 20 brasileiras.
Folha de São Paulo, 22/01/08
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2201200825.htm
é assaltado
DA SUCURSAL DO RIO
O ator Reinaldo Gianecchini, 35, foi assaltado na noite de sábado no Jardim Botânico, zona sul do Rio. Ele é o quinto artista a sofrer com a violência na cidade nos últimos 30 dias.Gianecchini, o taxista Dante da novela da Rede Globo "Sete Pecados", acabara de sair do ensaio da peça "Doce Deleite" quando seu carro foi cercado por dois veículos.
De acordo com a assessoria do ator, Gianecchini dava carona a um amigo, que também teve pertences levados, quando foi abordado pelos criminosos. Armados, os ladrões levaram uma carteira, dois celulares e uma bolsa. Nem o ator nem o amigo foram agredidos.
No último dia 30, criminosos levaram o carro do sambista Paulinho da Viola, 65, que estava acompanhado de sua mulher, na Barra da Tijuca (zona oeste). No mesmo dia, a atriz Helena Ranaldi teve o carro atingido por tiros em uma falsa blitz na Linha Amarela. Nas duas últimas semanas, as atrizes Bianca Rinaldi e Christine Fernandes também foram vítimas da violência carioca.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/indices/inde22012008.htm
ELEIÇÕES EM CUBA
Participação do eleitorado foi de 96%, diz Havana
DA FRANCE PRESSE
A Comissão Nacional Eleitoral de Cuba afirmou ontem que a participação nas eleições do último domingo foi de 96% dos mais de 8 milhões de eleitores, o que caracterizaria um processo "exitoso", segundo a presidente do órgão, María Ester Reus. A votação confirmou o ditador Fidel Castro como membro da Assembléia Nacional, um passo necessário para que ele possa continuar no poder. Dos 8,2 milhões de votos depositados, 95,24% foram válidos, 3,73% em branco e 1,04% anulados. Para eleger alguém, bastam mais de 50% dos votos. O número de candidatos e o de vagas é o mesmo.http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2201200826.htm
Promotores vão investigar racismo nos desfiles da SPFW
MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL
EVA JOORY
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A apuração cita como ponto de partida os levantamentos publicados pela Folha nos últimos dias 17 e 18. Nesses dias, passaram pelas passarelas 344 modelos, dos quais só oito eram negros -2,3% do total.
A proporção de negros nos 40 desfiles ocorridos durante todo evento não difere muito daquela dos dias citados. Levantamento da Folha aponta que só 28 dos 1.128 modelos eram negros -ou 2,5%.
Segundo dados do IBGE de 2006, 6,9% da população brasileira se declaram negros, 42,6% dizem ser pardos e 49,7% consideram-se brancos.
As promotoras Érika Pucci da Costa Leal e Cláudia Maria Beré, do Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social do Ministério Público, justificam a investigação por considerarem que é "necessário o combate à prática de todas as formas de discriminação, mais ainda quando ocorrem em eventos da magnitude e repercussão da SPFW", como escrevem na abertura do inquérito.
Às 21h de ontem, o diretor da SPFW, Paulo Borges, ainda não sabia da abertura do inquérito, mas disse que, na sua opinião, deveria tratar-se "de alguém querendo se promover às custas do evento".
"Esse problema [da escassez de modelos negros nas passarelas] existe há muito tempo, e a culpa não é dos estilistas, é de todo um sistema. Se quiserem resolver o problema da discriminação no mercado de trabalho, que comecem nas escolas, nos berçários, nas periferias. O Ministério Público que vá a esses lugares para obrigar que haja alimentação, educação e oportunidades para todos. No abrigo onde eu adotei o meu filho, tem 30 meninos iguais a ele", afirmou.
Recentemente, Borges adotou um menino negro de dois anos. Para a edição inverno-2008, a organização da SPFW escolheu como tema a diversidade racial, cultural e social.
Na opinião de Borges, a escassez de negros nas passarelas "é resultado da exclusão cultural, social e econômica". "Mas o fato é que também há poucos negros preparados para a carreira de modelo. Não é preconceito, é uma herança. Quem tem que mudar isso é a sociedade", afirmou ele.
Falta boa vontade
Na opinião do "stylist" Sandro Barros, alguns temas e temporadas não combinam com modelos negras. "É mais fácil ver negros nos desfiles de verão", diz.
Para o estilista Renato Kherlakian, a desproporção entre modelos negros e brancos nas passarelas é resultado da "falta de boa vontade". "Não adianta ter um "casting" de 40 modelos com um negro apenas. É preciso garimpar melhor. Tem negros lindos, mesmo se o corpo às vezes não corresponde às medidas necessárias. A falta deles nas passarelas só prova que o mercado de moda não evoluiu", afirma Kherlakian.
O estilista Dudu Bertholini, das grifes Neon e Cori, afirma que em seus desfiles há sempre negras, mas que neste ano suas modelos favoritas estavam fora do Brasil. "Pior que não chamar negros é colocar alguns só para provar que não temos preconceitos", diz ele.
O sexto artigo da constituição federal, instância máxima da lei é claro:
todo cidadão tem direito a uma moradia! Mas na prática isto não acontece!
Imóveis abandonados, servem apenas para empresários gananciosos e
especuladores acumularem pequenas fortunas, enquanto o povo pobre é
esmagado ou com o aluguel ou obrigado a viver em locais impróprios
para moradia!
Quem nós somos?
Somos camelôs, donas de casa, desempregados, enfim trabalhadores e trabalhadoras
sem-teto que não desejam nada mais do que dar uma FUNÇÃO
SOCIAL a este imóvel abandonado. Dar função social, significa
conservá-lo, repará-lo, limpá-lo e deixá-lo próprio para a moradia de nós e
nossos filhos! Não queremos especular, vender ou alugar nada, nossa luta
é por ter uma moradia digna e decente!
O que queremos?
O governo trata o problema da moradia como se fosse um crime. Primeiro
que nós não invadimos nada, são eles que invadem nossas vidas com o
desemprego, com a falta de segurança, com a miséria e com a política
corrupta que financia as desigualdades sociais! Ocupamos sim! Mas para
garantir um direito que a lei em tese permite, mas os governos com seus
conchavos e suas maracutaias apenas privilegiam quem tem o poder financeiro!!!
Queremos um lugar sadio, limpo e pacífico para nós e nossos filhos viverem;
não queremos ser amontoados como animais em moradias precárias!
A nossa mensagem é por fazer valer a vida humana, que deve ser muito
mais valorizada do que o dinheiro e a especulação imobiliária! Por isso
contamos com a sua ajuda para que a humanidade e a justiça triunfem
sobre a ganância e o poder!!!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Direção perigosa
Promotora com 92 pontos na CNH continua ao volante
A promotora do Juizado de Falências e Concordatas de Curitiba, Lais Letchacovski, está proibida de dirigir desde dezembro de 2005. Lais tem acumulado 92 pontos na carteira de habilitação — quase cinco vezes o limite (20 pontos) permitido pelo Código Brasileiro de Trânsito. Mesmo assim, o veículo que a promotora dirigia se envolveu num acidente na BR-277. As informações são do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.
As irregularidades não param por aí. O veículo dirigido pela promotora não poderia estar rodando nas ruas. Lais deve quase R$ 1,5 mil em multas. São 21 infrações, sendo quatro gravíssimas. As multas, segundo reportagem do Paraná TV, da RPC TV, retransmissora da TV Globo no estado, são por avançar sinal vermelho, excesso de velocidade, desobedecer as normas de segurança no transporte de crianças, além de falar ao celular.
A lei de trânsito prevê que, dependendo da gravidade da infração ou do número de pontos alcançados em um ano, a carteira de habilitação é suspensa e o motorista só pode retomar a direção após o curso de reciclagem.
Todas essas irregularidades só vieram à tona depois que o veículo que a promotora dirigia, de forma irregular, se envolveu num acidente na BR-277. A Polícia Rodoviária Estadual, que prestou atendimento, informou que ao chegar no local, a promotora tinha se “evadido”. Sua identidade só foi conhecida minutos depois, quando seu carro apresentou uma pane mecânica e ela foi obrigada a parar — oito km à frente. O carro está apreendido no pátio da PRE.
A promotora foi procurada pela reportagem do Paraná TV e disse que deixou o local antes da chegada da Polícia Rodoviária porque não foi responsável pelo acidente — que envolveu um caminhão e um outro veículo. Além disso alegou que uma das irmãs passava mal e precisava de atendimento médico.
Em nota, Lais afirmou ainda que quando foi obrigada a parar na rodovia, por causa da pane, ela chamou a concessionária Rodonorte, que administra o trecho, e aguardou a chegada da PRE para fazer os trâmites legais. Alegou também que no dia-a-dia usa motorista particular e que só estava dirigindo na estrada porque se tratava de uma situação de emergência. A promotora termina a nota dizendo que neste mês deve fazer um curso de reciclagem para regularizar a situação no Detran-PR.
Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2008
“A ação da Brigada é arbitrária e, pelo histórico de violência da polícia no Estado, tememos que aconteça um massacre e a responsabilidade será do governo de Yeda Crusius e do governo Lula, uma vez que a área do assentamento é de responsabilidade federal”, disse Claudir Gaiado, integrante da coordenação estadual do MST e assentado na fazenda 20 atrás.
O MST realiza no assentamento o 24º Encontro Estadual, com a participação de 1.200 militantes (que levaram 200 crianças para poder participar), desde segunda-feira, quando foi realizada a ocupação simbólica da Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul, que possui o tamanho de 9.000 campos de futebol improdutivos.
A PM tem um mandato de busca e apreensão por um rádio de carro, um anel (sem qualquer especificação), uma máquina fotográfica (sem qualquer especificação) e R$ 200,00 referentes a essa ocupação, dado pela Justiça Estadual. Para fazer a operação na Fazenda Anoni, um assentamento criado pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) há 22 anos, a polícia precisa de autorização da Justiça Federal.
O ministro da Justiça Tarso Genro e os responsáveis por direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) foram informados do cerco da polícia na área do encontro. “A área é de assentamento e o mandado de busca de apreensão não justifica a mobilização de um efetivo de 2.000 homens para cercar um assentamento e invadir dois acampamentos. Isso é uma forma de perseguição política aos trabalhadores rurais que lutam pela Reforma Agrária”, afirma Gaiado.
16/01/2008 - 10h27
Gado derruba a Amazônia, reconhece Stephanes
IURI DANTAS
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, admitiu ontem que há derrubada de floresta amazônica para uso como pasto, reconheceu que o governo trata do tema somente "em tese", disse que está preocupado e torceu para que o rebanho que come a floresta não se destine ao aumento das exportações brasileiras. "Já tinha enviado uma equipe de técnicos do ministério para a região, tenho mais de 250 fotos que não vou divulgar.
O outro lado disso é que a abertura da região se deu há 30 anos. Ainda estão derrubando, mas é pouca coisa. A gente tenta segurar esse processo", afirmou o ministro. Stephanes só conheceu alguns detalhes do problema ao ler reportagem da Folha de domingo: terra barata e crédito de bancos oficiais estimulam o avanço cada vez maior da pecuária.
Hoje a Amazônia Legal responde por 36% do rebanho nacional e um terço das exportações, segundo relatório compilado pela ONG Amigos da Terra - Amazônia Brasileira. Virtualmente todo o crescimento do rebanho nacional entre 2003 e 2006 aconteceu naquela região.
Questão de fé
"Como ministro da Agricultura, quero crer que não precisamos disso [ataque à floresta] para exportar carne." O Brasil é alvo constante de questionamentos de países desenvolvidos sobre as origens de seus produtos agrícolas, envolvimento de trabalho degradante e outros problemas. A temática ambiental também sempre surge nessas discussões.
Segundo Stephanes, o governo precisa passar à prática para impedir o avanço do pasto sobre a floresta. "Esta questão está colocada em tese, em nível de decisão política. O governo tomou a decisão política, algo que também é extremamente importante, que é a seguinte: não se derruba mais árvore para a expansão da agricultura e da pecuária brasileira", disse.
Entre as ações teóricas, inclui-se a preocupação do governo com o fenômeno da pecuária na Amazônia. "Estamos muito preocupados com aquilo que foi demonstrado na reportagem", afirmou Stephanes. O ministro abordou o assunto ontem, ao divulgar os dados da balança comercial do agronegócio brasileiro.
O complexo de carnes foi destaque, com aumento de 12,8% nas vendas de carne bovina. Em 2007, o Brasil embarcou 1,62 milhão de toneladas de carne bovina em direção a 150 países, um número 6% superior ao ano anterior.
Em suas projeções, o Ministério da Agricultura espera um crescimento de 31,5% na produção bovina até 2017/2018. Segundo o ministro, há espaço para o aumento sem interferência em biomas protegidos, como a Amazônia e o Pantanal. O cerrado participa do cálculo como área para pastagem.
Isso apesar de ser um bioma rico em biodiversidade e altamente ameaçado: estima-se que 40% dele já tenha sido alterado pela ação humana, e as pressões do agronegócio sobre a savana central brasileira só crescem.
"Estamos conscientes de que com a área que temos podemos ampliar a nossa produção agropecuária dentro das necessidades que teremos nos próximos dez anos sem precisar derrubar nenhuma árvore", disse. Entre as medidas citadas pelo ministro está o incentivo de áreas de pastagens degradadas.
O problema é justamente convencer pecuaristas a voltar a esses espaços, abandonados quando a quantidade de nutrientes no solo diminui consideravelmente. Para isso, seria preciso incentivos públicos financeiros para a compra de adubo e fertilizantes. "Temos de ter um uso mais intensivo, mais racional. Precisamos criar programas para uso de pastagem degradada, é uma proposta que precisa ser implementada", afirmou o ministro da Agricultura.
A recuperação de áreas degradadas era justamente uma das tarefas que cabiam àquela pasta dentro do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, coordenado pela Casa Civil. A ação nunca chegou a ser implementada.
Leia o relatório da ONG Amigos da Terra www.amazonia.org.br
A Homofobia da ANVISA
Por Jaques Jesus 19/01/2008 às 22:42
Jaques Jesus é mestre em Psicologia pela Universidade de Brasília e presidente da ONG Ações Cidadãs em Orientação Sexual (ACOS).
JAQUES JESUS
Recente determinação do governo canadense, proibindo a doação de órgãos de
homens que tenham mantido relações homossexuais nos últimos cinco anos,
indignou defensores dos direitos humanos em todo o mundo.
Ela é fruto da homofobia - medo ou ódio a homossexuais - infiltrada no
Estado, levando a decisões discriminatórias que vinculam a orientação sexual
das pessoas homossexuais a riscos de saúde, crença não apenas antiética, mas
igualmente sem embasamento científico, visto que, segundo a Organização
Mundial da Saúde, não existem grupos de risco, mas condutas de risco, as
quais não dependem da orientação sexual.
Lamentavelmente, apesar de algumas reações no Brasil ante essa agressão, o
governo brasileiro mantém conduta semelhante à do Canadá, reverberando os
ecos nefastos da criminalização dos homossexuais praticada durante a
inquisição e abolida em 1823 neste país. Quem defende imperativo tão
desumano ("não doe sangue"), acredite, é a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa).
Contrariamente aos apelos eventuais a favor de justa e necessária doação de
sangue, definida como um "ato de cidadania", não se permite que parcela
expressiva de cidadãos saudáveis doe. Por meio da Resolução da Diretoria
Colegiada 153, de 14 de junho de 2004, a Anvisa proíbe que bancos de sangue
públicos ou privados aceitem doação de sangue de homens homossexuais, com
base na ideologia anacrônica de que eles constituem um grupo de risco,
justificativa essa condenável, que desqualifica a importância do sexo seguro
em qualquer prática sexual, além de desconsiderar que, hoje, o perfil
epidemiológico de infectados pelo vírus HIV no Brasil é cada vez mais
constituído por heterossexuais e mulheres, sendo que em unidades da
Federação, como o Distrito Federal, há mais heterossexuais infectados (57%
dos portadores) do que homossexuais (19,4%), segundo dados da Secretaria de
Saúde distrital.
Essa resolução afronta a Constituição federal e todas as leis que punem a
homofobia. É também lastimável constatar sua inocuidade enquanto estratégia
epidemiológica, em conformidade com políticas de cunho religioso que
permitem doações de homens homossexuais abstêmios, mas não de monógamos, ao
mesmo tempo em que é sabotada a idéia da doação de sangue como ato de
cidadania, pois uma parcela expressiva de nossa população é submetida a
humilhações, impedida de ajudar outras pessoas e vitimada pelo estímulo à
percepção preconceituosa de que os gays são transmissores de doenças, tal
qual faziam os nazistas com os judeus.
O fato de a inabilitação ser de um ano, para candidatos que mantiveram
relações sexuais nos 12 meses precedentes à doação, aumenta o repúdio a essa
visão homofóbica da Anvisa, dado que a mesma regra não é válida para homens
heterossexuais. Os perversos itens da resolução 153/2004 referentes à
exclusão de homossexuais têm de ser revogados. Enquanto isso, cidadãos de
todo o mundo poderão dizer que, na prática, o Estado brasileiro se irmana
com violações aos direitos humanos.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Libertados 5,8 mil trabalhadores 'escravos' em 2007
A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libertou 5.877 pessoas que trabalhavam em condições análogas à escravidão em 2007. Em um total recorde de 110 operações, os auditores percorreram 197 propriedades rurais em todo o território nacional, formalizando também o vínculo de outros 3.497 empregados sem carteira assinada, principalmente em Estados com alto índice de denúncias, como o Pará, Maranhão e Tocantins. Em 2006, foram 3.417 trabalhadores libertados.
» vc repórter: mande fotos e relatos
De 1995 a 2007 o MTE libertou 27.645 trabalhadores. Além disso, 27.101 empregados tiveram sua carteira de trabalho assinada sob força da ação fiscal. As ações resultaram ainda no pagamento de mais de R$ 38 milhões em indenizações, num total de 621 ações realizadas e mais de 18 mil autos de infração lavrados.
Redação Terra
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
LANÇAMENTO EDITORIAL
Boaventura analisa Justiça brasileira e defende revolução democrática
Novo livro do sociólogo português nos desafia a pensar sobre tal revolução como exigência de um tempo marcado pelo protagonismo do atual sistema judicial e pela conscientização das classes populares sobre a desigualdade e violações de direitos.
Flávia Carlet
Já não é novidade o fato de que a política econômica neoliberal tem atuado de modo globalizado em nome de uma agenda que, dentre outras pautas, tem objetivado a prevalência do mercado em detrimento do Estado, do setor privado sobre o público, do individual sobre o coletivo. São conhecidas no mundo inteiro, em especial nos países latino-americanos, as escandalosas seqüelas sociais fruto desta política, em especial a falta de casa e comida, os altos índices de desemprego e a degradação ambiental.Neste projeto de globalização, o direito hegemonicamente vigente tem se colocado a serviço desta agenda a quem tem garantido preferência e proteção efetiva, sobretudo através do sistema jurídico estatal.
O resultado disso, sobretudo no Brasil, tem se refletido na ausência de uma cultura jurídica democrática, traduzida não apenas no crescente afastamento entre o sistema judiciário e as demandas de prestação jurisdicional - notadamente das camadas populares -, como também na formação legalista dos magistrados, num sistema judicial voltado à segurança jurídica dos negócios e da economia, na incompreensão das atuais exigências sociais e na baixa aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal.
Os sistemas jurídico e judicial sob a idéia de revolução
Superar esta realidade a partir de uma ampla revolução democrática do direito e da justiça é o que vem propondo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Lançada no final do ano passado, durante o Encontro do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável, sua mais recente produção bibliográfica intitulada "Para uma revolução democrática da justiça" (Editora Cortez, 2007) representa uma das mais lúcidas e pertinentes contribuições sobre o tema
Centrado nos sistemas jurídico e judicial brasileiro, Boaventura nos desafia a pensar sobre tal revolução como exigência de um tempo marcado não apenas pelo crescente protagonismo social e político do atual sistema judicial, como também por uma coletividade de cidadãos, em especial as classes populares, cada vez mais consciente das desigualdades e violações de direitos fundamentais de que são vítimas.
A revolução democrática da justiça é uma tarefa exigente, que só fará sentido se for tomada como ponto de partida uma concepção emancipatória do acesso ao direito e à justiça. Para tanto, enfatiza, são necessárias profundas transformações na cultura jurídica e judiciária que só serão possíveis se forem capazes de compreender uma nova formação dos operadores do direito; profundas reformas processuais; novas concepções de independência judicial; uma nova relação de poder judicial, mais próxima dos movimentos e organizações sociais; novos mecanismos de protagonismo no acesso ao direito e à justiça e ainda uma cultura jurídica democrática.
Idéias e contribuições relativas ao tema da democratização do acesso à justiça não são novas. O mérito das discussões provocadas por Boaventura de Sousa Santos, em especial aquelas aventadas neste livro recente, está justamente em evidenciar que o atual momento social e jurídico é "tão estimulante quanto exigente". Experiências como as promotoras legais populares, as assessorias jurídicas universitárias, o programa justiça comunitária e a advocacia popular, são exemplos de iniciativas existentes no Brasil, valorizadas pelo autor, que muito tem contribuído para a reinvenção de práticas alternativas ao direito hegemonicamente vigente. Uma revolução democrática seria assim, por que não, um caminho contra-hegemônico, capaz de originar um paradigma emancipatório de promoção e garantia de uma justiça social e cidadã.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Olá amigos da causa,
A Rede Bandeirantes de Televisão está exibindo todos os domingos, às 11 horas, um novo programa denominado Astros do Rodeio, que, como o nome indica, incentiva essa prática com todos os maus-tratos a animais que ela envolve.
ou através de cartas:
A/C Central de Atendimento ao Telespectador
Rua Radiantes, n° 13
Morumbi
Cep: 05699-900
São Paulo- SP
Segue abaixo a carta que foi enviada pelo Instituto Nina Rosa para a emissora e a imprensa.
São Paulo 08 de janeiro de 2008
Aos interessados
Ref: Programa Astros do Rodeio – Rede Bandeirantes de TV
Um incentivo à violência: é dessa forma que os rodeios podem ser encarados. Tal prática causa sofrimento e grande stress aos animais, e mesmo assim existem pessoas que se divertem às custas de sua dor e flagelo.
Afirmar que cavalos, bois e bezerros não sofrem durante a realização de eventos como esse é negar o óbvio, já que aquele não é seu habitat, o animal não sabe o que está acontecendo, fica muito assustado com o barulho, as luzes, os maus-tratos. Além da tortura prévia, como choques e espancamentos, animais mansos são levados ao comportamento anormal de corcovear em desespero numa arena, pois estão sob o jugo de artifícios como o sedém, utilizado para comprimir sua virilha e seus genitais.
Hoje é fácil assistirmos a matérias e reportagens que tratem de assuntos relacionados à importância do meio ambiente, mas e os animais? Eles não fazem parte do que chamamos natureza? E quando se fala de respeito ao próximo, seria possível tratar do assunto limitando-se aos homens, e expondo outros seres a maus-tratos e exploração?
Querer iludir de que os animais não sofrem é um dos atos mais egoístas do ser humano, pois eles não falam como nós, nem recebem ajuda como nós quando nos encontramos em situação de risco. Sofrem
Os meios de comunicação têm, sim, uma função social a cumprir, e não apenas a de entreter. Quando se pensa em violência e crueldade, muitas vezes esquece-se dos animais, explorados das mais diversas formas. Assim, seus gritos dificilmente são ouvidos e seu sofrimento passa a ser ignorado. Até quando?
Não apenas os animais saem perdendo com tudo isso, mas a sociedade como um todo, ao apoiar, patrocinar e ensinar diversão às custas de sofrimento.
Informamos que, indo ao ar esse programa tão distanciado da moral, ética e civilidade, estaremos promovendo boicote à emissora e a todos os produtos dos patrocinadores.
Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida
Educação humanitária – um caminho para a paz